segunda-feira, 2 de março de 2009

Faith No More - A inspiração em concerto

No dia em que crio este blog, não podia faltar a menção a quem "emprestou" um pedaço de uma sua letra para que o mesmo pudesse existir. A notícia de que Mike Patton, Roddy Bottum, Billy Gould, Mike Bordin e John Hudson ir-se-iam reúnir para tocar na Europa é algo para celebrar. Os Faith No More foram das bandas rock mais criativas que os anos 80 e 90 produziram, partindo do rock e metal para os misturar com funk, crooning lounge, um sentido teatral e grandioso, a voz de um vocalista de excepção, e muito sentido de humor, que nos forneceu clássicos como "We Care A Lot", "Epic", "Midlife Crisis" ou "Digging The Grave", só para citar as mais conhecidas. Para mais, em palco dão um excelente espectáculo, com destaque para a energia e humor verrinoso de Mike Patton, e seria insano da minha parte não desejar que a dita tour passasse por cá. Se a ela puderem juntar os também regressados Jane's Addiction, entraríamos no domínio do delírio!

Em baixo uma versão ao vivo da música-inspiração:

Depeche Mode regressam em grande estilo

Há 28 anos que os Depeche Mode fazem música que, mantendo sempre a base pop electrónica, partiu de um formato simples, divertido e juvenil (a lendária "Just Can't Get Enough" como óptimo exemplo), absorveu influências rock, góticas, industriais, e até algo de soul e blues. Tendo como base as excelentes letras de Martin Gore, e a voz incrivelmente sexy e inconfundível do animal libidonoso de palco David Gahan, amealharam ao longo da sua carreira uma série de músicas e álbuns clássicos que lhes garante lugar destacado no quadro de honra melómano. O primeiro avanço para o novo "Sounds Of The Universe", "Wrong", prova que a alquimia continua viva. "Wrong" é uma marcha obsessiva, feita de agudos digitais que remetem para o ambiente "noir" obsessivo do álbum "Ultra", com a voz e melodia de Gahan a juntar um ritmo quase funk, e, mais uma vez, deveras sexy. Não contém nada que se possa chamar "refrão", mas todos saberemos quando juntar as nossas vozes em uníssono. Agora falta só saber como poderei ir ao Bessa.

Post de ódio - Os bancos

Antes que a malta que enche as caixas de comentários dos blogs políticos aqui apareça, aviso que este não vai, de forma nenhuma, ser o tema deste blog.  Quem escreve estas linhas não é adepto de nacionalizações no sistema bancário, não é fã de Lenine, Castro ou Chavez, nem acha que os banqueiros deviam ser enforcados em praça pública. Encarem-no como um simples desabafo. 
O objectivo dos bancos é fazer lucro? Nada a opor. São peças fundamentais numa economia livre e concorrencial? Claro que sim. Então, porquê embirrar tanto com eles?
Simplesmente estou farto!
Estou farto de anúncios que tentam mostrá-los como grandes amigalhaços que só nos querem ajudar (as operadores de telemóvel também fazem muito isto).
Estou farto de famosos nesses anúncios que encaram uma conversa com o gestor de conta como tão prazeroso como uma cerveja numa esplanada em dia de Verão.
Estou farto de letras miudinhas que correm em fast-forward pelo écran.
Estou farto de cartazes onde essas letras miudinhas contém jargão que 99,43% das pessoas nunca irá perceber, mesmo que lhe expliquem pormenorizadamente, se o fizerem.
Estou farto de anúncios que prometem capital garantido para quem subscrever determinado produto financeiro, sabendo bem que isso não é verdade. Uma pessoa próxima que trabalha num banco diz, muito taxativamente, que esses produtos são uma treta.
Estou farto de saber de pessoas que se vêm a braços com cláusulas que adicionam despesas inesperadas aos seus empréstimos, e não se podem safar porque assinaram um contrato onde dizia que perceberam tudo o que lhes foi explicado.
O sistema bancário é amigo de quem tem muito dinheiro para investir, e com quem pode firmar uma relação de grande benefício mútuo. Para o resto da população é somente um serviço e, em muitos casos, uma necessidade. Como já disse antes, nada contra. Há benefícios claros na sua existência. Apenas não tentem fingir o que não são!