quinta-feira, 5 de março de 2009

Newcastle 1 Manchester United 2

1-0 Lovenkrands



1-1 Rooney



1-2 Berbatov



United mantém liderança de 7 pontos sobre Chelsea e Liverpool, com um jogo a menos.

Fire Vs Flaming


Bom, nem foi preciso esperar muito. Win Butler, vocalista dos Arcade Fire, já tratou de responder ao ataque de Wayne Coyne. Sem mais demoras, aqui fica a declaração publicada no site da banda:

"Wow, I can't believe I am actually writing to defend my bands "real" personality. I wish I could not respond to something like this, but the reality is is that people will be asking me questions about it for the next 5 years. I also fear that people will base their opinion of our band on the media quotes of a guy who doesn't even know us.

The only time we have ever shared a stage with the Flaming Lips was our last show on the Funeral tour at a festival in Las Vegas (over 3 years ago)...we arrived the morning of the show from Brazil, slept all day and awoke into some kind of surreal Vegas jet-lag dream in which we were playing after the Flaming Lips...how strange...I was really excited to meet Wayne. Clouds Taste Metallic was a huge record for me, and growing up in the weirdness of Houston, I always imagined Oklahoma City to be in the same universe. I was really nervous to meet him and I felt a little weird that we were playing after them. We traded a little hello, but he was a hard guy to get a read on. Steven Drodz was super nice, and I felt good after talking to him...

So...I am not sure Wayne is the best judge (based on seeing us play at a couple of festivals) if we are righteous, kind and goodhearted people like The Edge and Justin Timberlake (who I am sure he knows intimately as well). I can't imagine a reason why we would have been pompous towards The Flaming Lips, a band we have always loved, on that particular night, all those years ago. Unless I was way more jet-lagged then I remember, I hope I was less of a "prick" then telling Rollingstone that a bunch of people I don't know at all are really assholes.

As a closing note, the main point that I am offended by in this whole thing is for Wayne to say we treat our audience like shit...

At times like these I am comforted by knowing that even though Wayne slammed Beck all those years ago, he seems like a really nice guy to me. I guess everyone has a different idea of what being pompous means.

Win"

quarta-feira, 4 de março de 2009

Flaming Vs Fire


Nos concertos da sua banda, os Flaming Lips, Wayne Coyne recorre muito a adereços como sangue falso. Mas parece que desta vez o sangue é tudo menos a fingir. Em declarações à Rolling Stone, Coyne desfere um violento ataque à preciosa coqueluche do mundo "indie", os Arcade Fire. Parece que alguma coisa correu mal da última vez que os seus caminhos se cruzaram. Ora vejam:

"I'm a fan of them on one level, but on another level I get really tired of their pompousness ... We've played some shows with them and they really treat people like shit. Whenever I've been around them, I've found that they not only treated their crew like shit, they treated the audience like shit. They treated everybody in their vicinity like shit. I thought, 'Who do they think they are?' I don't know why people put up with it. I wouldn't put up with it. I don't care if it's Arcade Fire or Brian Eno. If either of them walked into a room and treated people like shit I'd be like, 'Fuck you, get outta here.'
... People treat Arcade Fire like they're the greatest thing ever and they get away with it. Those sort of opinions change my view of their music. They have good tunes, but they're pricks, so fuck 'em. Who does Arcade Fire think they are? I've been around groups. I've been around the Edge from U2 and he's the fucking sweetest guy ever. I was around Justin Timberlake when he was young and he was just a normal, nice, kind person. Anyone can be polite and kind and people who have the privilege and money and attention should understand that. If they don't, then fuck 'em."

Estas declarações são no mínimo surpreendentes. Quer por virem de um tipo que é hoje em dia conhecido pelos seus shows onde se celebra a comunhão entre as pessoas, quer por terem como alvo uma banda que criou a fama de criar igualmente estados de comunhão e euforia nos seus concertos, inclusivé tocando no meio da assistência já depois dos concertos acabarem, como há bastas provas no YouTube. Enfim, esperemos para ver se Win Butler e comparsas respondem à invectiva.

Prenda de anos perfeita


13 de Abril de 2009 é a data de lançamento de "Dark Days/Light Years", o novo álbum dos Super Furry Animals. Quem não gostaria de ter um disco novo de uma das suas bandas preferidas a sair no seu dia de anos?

Ok, a edição digital sai uns tempos antes, a 18 de Março. Mas para quem ainda vai gostando de ter o CD em casa, a satisfação permanece intacta!

O que delicia Stuart Staples



Gonzales, Todd Rundgren, Nina Simone, bandas dinamarquesas e livros sobre treinadores de futebol é o que tem servido de entretenimento para o líder dos tão apreciados por cá Tindersticks.

Para ver a entrevista completa basta clickar aqui.

TV On The Radio no Alive

A melhor notícia do dia. Os magníficos TV On The Radio estão de regresso dia 9 de Julho, quando subirão ao palco secundário do festival Alive. No mesmo dia actuarão no palco principal várias bandas metaleiras, com destaque para Metallica e Mastodon, e sabe-se já que o palco secundário terá também a presença dos Crystal Castles. Mas todas estas outras notícias são meros pormenores. O que importa é que os autores dos excelentes "Return To Cookie Mountain" e "Dear Science" (2º classificado no meu top 2008) estarão por cá a apresentar a sua mistura única de rock, pop, funk, soul, doo-wop, electrónica, distorção e engajamento político.

Para antecipar, fica uma fabulosa interpretação de "Dancing Choose" para a televisão americana:

Dizzee divertido?

Para o seu 4º álbum, previsto para Junho próximo, o MC inglês Dizzee Rascal teve o seguinte para dizer à Mojo:

"Fun: that's the main focus, ma. Especially with what's goin' on out here now - the country's in a state economically, everybody's worried, blah blah - people wanna escape from all that. That's what music's for: it's a healer."

Algo nestas palavras soa familiar. Foi uma situação social problemática no início da década de 80 em Inglaterra que criou um ambiente propício ao escapismo representado pela geração New Romantic. É estranho pensar que o autor de discos tão pessoais e intensos como os magníficos "Boy In Da Corner" e "Showtime" esteja agora a ponderar usar a sua música para se alhear do que existe à sua volta. No entanto, Dizzee também diz existirem momentos sérios, por isso esperemos para ver. Nada de mal em haver algumas faixas "leves". Ao contrário de muitos, eu até gosto da "Dance Wiv Me" (vídeo abaixo)

O Rali que não volta a ser


Uma memória indissociável da minha infância e adolescência são as aventuras pelas serras de Sintra e Montejunto, inclusivé passar a noite anterior no carro com um belo termo de chá quente para a manhã fria que se seguia, para assistir à passagem dos carros do Rali de Portugal. Na altura pouco me importava saber quem mais gostava, ou que a maior parte dos pilotos não estivesse lá senão para andar devagarinho. Adorava esperar à saída de uma curva, de lista de inscritos na mão, antecipando o próximo concorrente de nome mais ou menos famoso, num carro favorito ou simplesmente pitoresco. Nomes como Hannu Mikkola, Timo Salonen, Markku Alen, Miki Biasion, Ari Vatanen, Michelle Mouton ou Walter Rohrl farão sempre parte do meu imaginário.

É por isso que me custa ver o programa do "rali" versão-2009. A antiga aventura de sul a norte, asfalto e terra batida, 4-5 etapas, Fafe, Buçaco, Arganil, etc, é agora uma simples e muito diminuta volta pelo Algarve, a que não faz sentido nenhum chamar "Rali de Portugal". As razões não conheço, porque há muito que deixei de acompanhar as notícias deste desporto. Mas é difícil não sentir um aperto no coração. É provável que, como já acontece com a Volta a Portugal, haja uma transmissão em directo, com um qualquer apresentador famoso, muita publicidade a marcas conhecidas, e actuações de um qualquer Mikael Carreira para entreter a malta. Que façam bom proveito.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ouvir mais cedo o novo Sonic Youth


Do site da Matador Records:

"As announced previously, the new Sonic Youth double LP/CD/digital album, ‘The Eternal’ is coming out on June 9 (link to original album announcement) . However, the album will be available to those taking part in Matador’s Buy Early Get Now campaign on April 28.
Along with your preorder of ‘The Eternal’ on LP or CD, you’ll get an instant stream of the album, and later (through the auspices of the U.S. Postal Service) a bonus limited edition live LP* culled from Sonic Youth’s July 4, 2008 show in Battery Park, NYC, along with an exclusive poster. Additional MP3’s will follow (but not from the post office).
As with prior Buy Early Get Now campaigns, the album can be preordered from a trusted local retailer or directly from Matador starting April 28."

Como bom amigo dos leitores deste blog, já fiz o favor de procurar lojas aderentes que enviem para fora dos EUA. Uma dessas é a Repo Records na Pensylvania.

Se, como provavelmente acontecerá, alguém sacar o disco da net antes de 28 de Abril, é avisar, que eu cá não me importo nada! Quem é que não está ansioso para saber se aquela história de influências black metal era verdade?

T.I. "Paper Trail"

Talvez seja a iminente pena de prisão que T.I. terá que cumprir por ter tentado comprar armas ilegalmente, mas "Paper Trail", o 6º álbum do MC de Atlanta, contém vários momentos de introspecção e vulnerabilidade, por entre a esperada arrogância. T.I. não se deixa intimidar pelo tom bombástico e sintético de praticamente todas as produções do disco, e dá às suas rimas uma nitidez e sentido de espaço que lhes permite chegar mais eficazmente ao ouvido e cérebro dos que o escutam. Mesmo nos momentos mais radiofónicos, como o single "Whatever You Like", o talento de MC de T.I. não desaparece por entre os refrões cantados. E claro, "Swagga Like Us", feito com base num sample de M.I.A., e com participação do "dream team" Lil'Wayne, Jay-Z e Kanye West, é grito de guerra e desafio alimentado a percussão militarizada. Podem escutar a canção no vídeo abaixo:

Guillul volta ao ataque


Depois de declarações à revista Actual onde apontava a existência de uma aristocracia que se protegia entre si na música portuguesa, o manda-chuva da muito aipada Flor Caveira veio dizer o seguinte em entrevista à Blitz:

"O Adolfo...eu gosto de Mão Morta , mas acho que ele é uma espécie de reciclagem do José Mário Branco. O Adolfo é um pregador, mas no pior sentido. O Zé Mário também é um pregador. O Sérgio Godinho é um dos pregadores mais chatos, para mim. Eu preferia que ele de facto pregasse e que chateasse o pessoal, mas a agenda das músicas...Um dos meus álbuns preferidos dele é o 'Domingo No Mundo' mas aquilo é tão, sei lá, 1994...é a música contra a Sida, a música contra a discriminação das minorias éticas...parece que estás a assistir a um congresso do PS"
(...)
"As pessoas são moralistas da pior maneira na música portuguesa. O Adolfo também tem algo disso, aquela coisa das causas. E os Peste & Sida quando Sarajevo estava a ser bombardeada...Claro que as pessoas têm direito às suas convicções ideológicas, eu também as tenho, mas há um modo encapotado que me irrita um pouco. A música portuguesa sempre viveu nessa timidez e por isso é que esses pregadores me chateiam mais. Fica tudo muito sério quando é para falar de certas causas. O Reininho é uma excepção, embora esteja a amolecer, mas também já tem 50 e poucos."

A minha reacção a esta invectiva é ambígua. Por um lado é bom que alguém quebre o consenso que parece vingar na música portuguesa, em que não há uma única voz mediática que seja capaz de dizer que não gosta dos Xutos & Pontapés. Por outro, parece-me que alguns alvos estão mal escolhidos. Dizer que não há humor na música de Sérgio Godinho é um grande erro. A sátira tem sido fundamental na sua obra. E tal como "Domingo No Mundo é 94, também os seus álbuns pré-25 de Abril são inquestionavelmente marcados pela era. Não preciso dizer quantos mais álbuns a história da música teve marcados pelo seu tempo sem que isso lhes diminua a qualidade. Aliás, o elogiado José Mário Branco fez muita música baseada nos tempos do PREC, e época posterior. O histórico "FMI" tem essa conotação. Por último, considero igualmente errado dizer que não há humor na música dos Mão Morta. O seu álbum mais político, "Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável" tem bons exemplos disso, como "Em Directo Para a Teelvisão".

Enfim, as cartas estão lançadas. Era bonito que alguém do outro lado ripostasse. Era bonito que, por uma vez, o circo pegasse fogo.

Silvestre Varela no Porto?


Não é por ser adepto incondicional do Manchester United, nem por causa do tema central deste blog ser a música, que irei coibir-me de comentar as idiossincrasias do resto do mundo futebolístico. É impossível não perguntar porque quererá o Porto contratar um jogador que, por mais jogos bons que faça pelo Setúbal ou, actualmente, pelo Estrela da Amadora, já teve a sua hipótese no Sporting e não vingou, e já teve a sua hipótese no...Recreativo Huelva e não vingou. Pode ainda só ter 24 anos, mas hoje em dia os jogadores que têm qualidade para ficar no plantel de um dos grandes demonstram-no aos 20-21 anos. Assim sendo, só consigo compreender esta contratação pelo facto do banco do Porto ser tão mau, que entre Varela e um Mariano Gonzalez, talvez fiquem a ganhar.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Os 50 piores artistas de sempre

Uma lista da Blender antes de ir para a cama (tenho e gosto de discos de 3 deles):

50 - Iron Butterfly
49 - Toad The Wet Sprocket
48 - Master P
47 - Goo Goo Dolls
46 - Spin Doctors
45 - Gypsy Kings
44 - Manowar
43 - Mike & The Mechanics
42 - Rick Wakeman
41 - Whitesnake
40 - Blind Melon
39 - Bob Geldof
38 - (não tem)
37 - The Doors
36 - 98 Degrees
35 - Paul Oakenfold
34 - Live
33 - Japan
32 - The Hooters
31 - Arrested Development
30 - Richard Marx
29 - Skinny Puppy
28 - Crash Test Dummies
27 - Color Me Badd
26 - Celine Dion
25 - Jamiroquai
24 - Bad English
23 - Creed
22 - Primus
21 - The Alan Parsons Project
20 - Howard Jones
19 - Dan Fogelberg
18 - Pat Boone
17 - Benzino
16 - Oingo Boingo
15 - Yanni
14 - Yngwie Malmsteen
13 - Mick Jagger
12 - Tin Machine
11 - Latoya Jackson
10 - Air Supply
9 - Lee Greenwood
8 - Vanilla Ice
7 - Asia
6 - Kansas
5 - Starship
4 - Kenny G
3 - Michael Bolton
2 - Emerson Lake & Palmer

1 - INSANE CLOWN POSSE

Parabéns!

Miguel Esteves Cardoso certeiro


No Ípsilon da passada 6ª, Vítor Belanciano escreveu uma peça sobre o passado, presente e futuro do Bairro Alto. Apesar de não achar que merecia ser capa do suplemento, e de ter ficado feliz por nunca ter ido ao Cpt. Kirk, onde as pessoas iam para ver e ser vistas, e alguns até iam para se divertir, o texto era agradável de se ler. Era inevitável, claro, que algumas vozes lamentassem que o Bairro está bem pior do que antigamente. São essas vozes o destinatário deste parágrafo que MEC escreveu e que o Público mostrou hoje:

"A verdade é que as gerações consecutivas vão mantendo vivo o Bairro Alto - mudando-o consoante querem e podem - e que é essa a única maneira do Bairro Alto não morrer. Dá a ideia que o maior sonho dos saudosistas era que, mal começaram a deixar de ir, tudo aquilo tivesse sido demolido ou transformado num Bairro-Museu."

Muse sobem - ou descem - mais um degrau na escala




"A symphonic album has turned up here, like a full collaboration with an orchestra. There's definitely a few things on the album which are segueing into each other and it's all very orchestral, but that could take over the album, so it could actually be kind of classical act basically, and move away from rock all together."

O autor desta frase é Matt Bellamy, vocalista dos Muse. Quem me conhece sabe bem como imbirro com esta banda. Um vocalista que transforma o poder evocativo e belo de Thom Yorke num grito esganiçado para chegar à bancada mais distante, guitarras e pianos que tentam a todo o momento mostrar que ouviram música clássica, para que quem ouve saiba que está perante algo ÉPICO, e letras que confundem existencialismo e paranóia com referências baratas a extraterrestres e viagens pelo espaço. Agora aparece-me isto à frente. Claro que não me devia importar, e alhear-me das bandas que não gosto. Só que já sei que de uma maneira ou outra irei apanhar com isto uma série de vezes. Por isso, permitam-me que me lamente em antecipação!