terça-feira, 10 de março de 2009

Mais pontos para o metal



Os Machine Head foram hoje anunciados como fazendo parte do alinhamento metaleiro do primeiro dia do palco principal do Festival Alive. A julgar pela popularidade astronómica dos cabeças-de-cartaz Metallica, grande de Slipknot e Machine Head, e em contínua ascensão dos Mastodon e Lamb Of God, a enchente irá ser assustadora! Como espero lá estar, mas ainda não sei os horários dos dois palcos, fica por determinar que concertos me passarão pelos olhos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Os 38 do Professor


Estes são os pré-convocados de Carlos Queiroz para o encontro de apuramento para o Mundial com a Suécia, e particular com a África do Sul. Fica por explicar porquê 6 guarda-redes, porquê alguns desses guarda-redes, e porque uma série de outras escolhas. Se me disserem que é porque não há ninguém melhor, deem-me licença que vou ali carpir as mágoas.

Deco, Quaresma, Hilário, Bosingwa e Ricardo Carvalho (Chelsea)
Bruno Alves, Raul Meireles e Rolando (FC Porto)
Hélder Postiga, João Moutinho e Rui Patrício (Sporting)
Simão e Maniche (Atlético de Madrid)
Ruben Amorim e Nuno Gomes (Benfica)
Nelson e Ricardo (Betis)
Orlando Sá e Eduardo (Sp. Braga)
Eliseu e Duda (Málaga)
Nani e Cristiano Ronaldo (Manchester United)
Manuel Fernandes e Miguel (Valencia)
Edinho (AEK)
Varela (Estrela da Amadora)
José Gonçalves (Nuremberga)
Danny (Zenit)
Fernando Meira (Galatasaray)
Tiago (Juventus)
Beto (Leixões)
Pedro Mendes (Rangers)
Pepe (Real Madrid)
Gonçalo Brandão (Siena)
Hugo Almeida (Werder Bremen)
Daniel Fernandes (Bochum)
André Marques (Vitória de Setúbal)

Beirut "March Of The Zapotec" / "Real People Holland"



Um lançamento que aparentemente deve ser encarado como uma diversão para Zach Condon enquanto não chega o terceiro disco, sucessor de "The Flying Club Cup", e uma colectânea de antigas experiências na área do electro-pop. Pouco estimulante, quer na primeira parte de simples "jam" com músicos mexicanos, quer na segunda parte de batidas Magnetic Fields anémicas. Fica o desejo que Condon reencontre a sua inspiração no seu próximo álbum a sério.

Festejar, ou não, a vinda de uma lenda



Foi anunciado hoje que a lenda viva do dub, Lee "Scratch" Perry, fará parte do cartaz do Festival Músicas do Mundo em Sines, actuando no dia 25 de Julho no Castelo da cidade.

Os melómanos mais atentos saberão da incomensurável importância que "Scratch" teve na implantação do reggae/dub, através da produção de centenas de músicas para si e para outras luminárias do movimento. As inovações por ele trazidas graças ao seu trabalho no estúdio Black Ark influenciaram gente das mais diversas proveniências. A caixa "Arkology" é um óptimo lugar para explorar esse currículo.

Ou seja, prevê-se um concerto inesquecível, certo? Bom...talvez. Hoje em dia, a presença de "Scratch" em palco assemelha-se mais a um debitar incessante de palavras de voz rouca e sotaque cerrado, sem grande fio condutor. Os clássicos ou os pormenores de produção não parecem ter tanta importância. Estamos mais perante o discurso cru de uma figura única e histórica. Trará algo mais especial para receber o fogo de artifício do castelo? Assim espero, para bem dos amigos que já manifestaram o seu contentamento. Como eu provavelmente não irei este ano, fica o desejo que tudo lhes corra bem.

domingo, 8 de março de 2009

Boas guitarras no Reino Unido

Foi preciso algum tempo para que fosse conquistado pelas boas melodias e letras inteligentes, sardónicas, vívidas e cheias de sentido de humor dos Arctic Monkeys, presentes nos seus discos "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e "Favourite Worst Nightmare". Este post serve para destacar o trabalho de guitarras em dois dos seus singles - "Brianstorm" e "Teddy Picker". Evidentemente não se trata de destaques relacionados com tecnicismo. Falamos de Britrock-pop. E o que as guitarras de Jamie Cook e Alex Turner aqui fazem é criar melodias que se podem trautear enquanto se faz air-guitar, e emprestar uma óptima dinâmica e energia rock às músicas. Aqui ficam os vídeos dos singles mencionados:



Saúde a mais enjoa


Durante um pacato lanche num café da zona, pude observar o placard dos gelados Olá, algo que já não fazia há muito tempo. De todos, o que mais me chamou a atenção foi uma versão do Epá SEM açúcar! Isto serve na minha cabeça como prova de que a mania da comida saudável bateu ainda mais no fundo. Nada contra quem queira ter uma alimentação regrada, com cuidado na dose de sal ou gorduras, beba sumos naturais, coma iogurtes com bifidus imunitass, ou evite comer alimentos com colesterol. Mas alguns alimentos SÃO suposto ser insalubres! Os gelados NÃO são para se comer enquanto se pensa nos seus benefícios para as defesas do organismo, ou para o trânsito intestinal! SÃO GELADOS! Estão lá para saberem bem e refrescarem, como um refrigerante, um pacote de batatas fritas, um cachorro-quente ou um pastel de Belém. Quem vai comer um gelado preocupado com comer os que dizem que não têm açúcar, claramente não merece o prazer de uma boa guloseima. Por favor, deixem os alimentos "maus" em paz, antes que inventem o Calippo de cereais!

sábado, 7 de março de 2009

A adolescência de Johnny Marr


Numa peça da Uncut, o guitarrista dos Smiths discorre sobre os discos que considera os mais importantes da sua vida, por entre os milhares que fazem parte da sua colecção. Sobre "Hanging On The Telephone", dos Blondie, Marr teve isto para dizer:

"Blondie was a godsend in 1978 and 79 because there wasn't a lot going on for me. There were only a handful of groups that I liked and for every Wire's Outdoor Miner there were four Stranglers singles and you couldn't move for kids liking the Boomtown Rats, [Meat Loaf's] 'Bat Out Of Hell' and [Jeff Wayne's] 'War Of The Worlds' and ELO were around at the time and it was a psychic and verbal battle with the other lads at school as to why my Marvelettes stuff was better than their Rush shit. It was important for something to happen for my generation and that was post-punk. Until then I had to look back. So when an intelligent and great group with a run of singles came about I was really into it. 'Hanging On The Telephone' reminds me of going to parties and complaining that I didn't want to hear 'Peaches' [by The Stranglers] for the eleventh time and going through record collections with all that ELO shit in them and pulling out 'Parallel Lines' and goingm 'All right then, let's listen to this very, very loud!' This track's got a guitar riff I could imagine wanting to write and play. I didn't know it was a cover of The Nerves' song but that makes sense. It was one of those things that I couldn't work out how it was pieced together so it intrigued me. It was one of those that I'd play no less than 15 times in succession."

Fulham 0 Manchester United 4

0-1 Tevez 19



0-2 Tevez 34



0-3 Rooney 49



0-4 Park 80



United apurado para as meias-finais da FA Cup.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Escolha de fãs



Anteontem fiz menção, de forma irónica, à declaração de Michael Jackson de que iria tocar "o que os fãs querem ouvir" nos seus futuros shows em Londres. Hoje, e perdoem-me as contradições, irei elogiar algo parecido.

Dia 17 de Julho, em Chicago, o primeiro dia do Pitchfork Music Festival contará com as actuações de Built To Spill, Yo La Tengo, Jesus Lizard e Tortoise (nomes anunciados para já). Os compradores de bilhetes online receberão um email com um link para uma página onde poderão votar nas canções que querem ouvir nesses concertos. A compilação dos votos dos fãs servirá de base às bandas para construírem a sua setlist. Porque é que acho isto positivo? Primeiro, porque tem o potencial de reunir todo o tipo de músicas das bandas e pode resultar nalgumas surpresas. Segundo, porque é uma excepção. É algo que ocorrerá neste festival especificamente, tornando estes concertos num momento irrepetível. Claro que só posso falar dele, ou ver vídeos no You Tube, mas achei interessante o suficiente para o mencionar.

Vejam! Ele escreveu um argumento para um filme!


Em mais uma notícia do morto há mais de 12 anos Tupac Shakur, ficámos a saber que este terá escrito um argumento, de seu nome "Live 2 Tell", com ideias de o transformar num filme em que o próprio teria o papel principal. A ideia do filme? Um traficante de droga que se arrepende da vida que leva e tenta deixá-la. Muito original, como se vê. Problema com isto? Não devia haver nenhum. Só que isto acumula com toda a treta que tem sido feita nos últimos 12 anos para tentar-nos convencer que Tupac Shakur era uma espécie de mártir, um anjo na Terra, um poeta urbano de qualidade superlativa, que teve o azar de estar no lugar errado à hora errada. Desde o seu assassinato, o culto criado à sua volta, o qual, na minha opinião, tem sido um caso de reapreciação post-mortem ("Na verdade ela era um profeta!", "Ia, agora que vejo bem ele era!"), assumiu proporções quase bíblicas.

Acontece que Tupac Shakur era tudo menos um anjo. Tupac foi preso por violação, vangloriou-se de ter espancado um rival na rua, declarou ter comido a mulher de Notorious B.I.G., e editou músicas a gabar-se de coisas semelhantes. Fez uma de amor à mãe? As Spice Girls também fizeram. Foi DEPOIS de morrer que pegaram em versos dele, construíram músicas à volta (não são dele, por mais que nos queiram vender o contrário) com o refrão da "Broken Wings" dos Mr. Mister, e construíram essa aura de Cristo Thug à volta dele, com pessoas num vídeo a andar à volta da estátua(!!!) dele a deitar florzinhas!

Notorious B.I.G. foi um MC excelente. Tinha um flow claro, poderoso e evocativo, óptimas, detalhadas e vívidas letras, e transportava-nos para um mundo em que o poder e a arrogância se misturavam com confusão e medo. Outros artistas da chamada "música negra" como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Curtis Mayfield, ou, passando para o hip-hop, Chuck D, KRS-One, Wu-Tang Clan, Scarface, Jay-Z ou Nas têm no seu repertório várias músicas sobre dúvida, sofrimento individual, responsabilidade social, memórias do passado e confusão sobre que caminho a seguir. Tupac Shakur NÃO está sequer perto do nível destes. Francamente, basta ouvir os discos do português Chullage para ouvir algo muito melhor e pungente que o que este tipo fez. O que é demais cansa!

O atropelo


16000 visitas por segundo no site de venda de bilhetes para a possível carambola que falei ainda ontem. A ânsia atingiu muitíssima gente.

Facsimiles cor-de-rosa



Deve ser uma pena para muitos editores não ter uma Amy Winehouse a sério por cá. Continuem a esforçar-se, pode ser que um dia consigam algo convincente.

Klaxons no Alive

O palco secundário de 9 de Julho continua a compor-se. Após a muito alegre notícia que foi a vinda dos TV On The Radio, os britânicos Klaxons juntam-se a estes e aos Crystal Castles, no mesmo dia em que o palco principal terá o esquadrão metaleiro em actuação.

Como me sinto? Expectante. Gosto bastante do disco de estreia dos rapazes, "Myths Of The Near Future". Acho-o um interessante exemplo de mistura de sintetizadores agressivos, vocalizações eufóricas, e sentido pop. Só que quem viu o concerto no SBSR 2007 (eu não pude ir) apelidou-o de "amador" entre outras coisas. Estarão mais rodados e preparados este ano para transpor o resultado de estúdio para o palco? Se os horários permitirem, estarei lá para ver.

Em baixo uma actuação na BBC Live Sessions. Nota-se claramente a diferença - para pior - em relação ao disco:

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mazgani recebe louvor...suspeito?


Parece que há uma coisa chamada International Songwriting Competition. E entre os juízes desse concurso estão uma série de vultos da música a quem todas a vénias são merecidas (não, não estou a falar do T-Pain). Ora essa gente vota num monte de categorias, e nos finalistas de uma está o "nosso" Mazgani. Que, compreensivelmente, está exultante. "Imaginei como uma possibilidade maravilhosa o Tom Waits carregar no play da sua aparelhagem para escutar um tema meu. Era só esse o sonho".

Bom, parabéns Mazgani (não tenho confiança para o chamar Sharyar). Só é pena que a nomeação seja na área "adulto alternativo". É que soa tão contraditório. Adulto, em música, costuma significar ausência de risco, conservadorismo, "certinho". Algo que não associo a "alternativo", visto que ainda gosto de pensar que quer mesmo significar isso. Espero que o prémio incentive Mazgani a prosseguir a sua carreira como escritor de canções influenciada pelos grandes nomes do songwriting da escola Cohen-Cave, e da americana. E espero que também o incentive a arriscar mais, como o seu ídolo Tom Waits. É que faltava isso para que o seu álbum de estreia fosse realmente bom. Boa sorte. Cá estarei para ouvir o resultado.

O MySpace de Mazgani

Michael Jackson ao vivo - Roleta russa de 10 tiros


O cinquentenário com o ar mais desfeito do mundo que não frequenta a zona de Santa Apolónia ou da Meia Laranja a partir das 02:30 irá dar uma série de 10 concertos na 02 Arena (equivalente londrino ao Pavilhão Atlântico), começando a 8 de Julho. Michael Jackson diz que serão os seus últimos concertos em Londres, o que é bastante menos surpreendente do que ele sequer conseguir pensar em dar mais concertos.

O que podemos esperar dos shows? Segundo o Sr. Moonwalk, "the songs the fans want to hear". Sim, ele achou por bem confirmar, não houvesse quem pudesse pensar que iríamos assistir a uma interpretação integral do álbum "Invincible".

Mas sejamos sinceros, o melhor de Michael Jackson (ie: até à última faixa de "Thriller") está entre o melhor que a música pop teve para oferecer ao longo da sua história. No seu auge, Michael Jackson foi capaz de juntar soul, funk, disco, rock, e os valores de produção altíssimos de Quincy Jones numa série de músicas que lhe garantem imortalidade. Só que temos que ser sinceros também noutra coisa. Alguém espera que Michael consiga dar o espectáculo de dança e coreografia que fez a sua imagem de marca? Alguém duvida que muita gente vá estar a ver as notícias ou os próprios concertos com a curiosidade mórbida de quem viu um concerto de Amy Winehouse em 2008, para ver se esta tinha um achaque em palco? Alguém que não um fã mega-empedernido (e Michael tem-nos, oh se os tem!) quer ver Michael imóvel em palco a cantar "Beat It" ou "Don't Stop Til You Get Enough"?

Quer uma despedida em grande? Nada contra. Muitos artistas menos merecedores tiveram-no, e até acredito que ele queira muito viver estes momentos pelo menos mais uma vez. Só que este pode ser um caso em que a imagem pode ficar ainda mais danificada. Estarei errado? Não ficarei triste se assim o fôr.