quinta-feira, 12 de março de 2009

REM + Patti Smith

No concerto de homenagem aos REM, que decorreu no Carnegie Hall em New York, houve um daqueles momentos "surpresa/não surpresa", em que Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck acompanharam Patti Smith numa versão da fantástica "E-Bow The Letter". Segue o vídeo da actuação:



Só 2 perguntas, Michael:

1 - Porque não fizeste a parte do "Aluminum tastes like fear..." nos primeiros refrões?

2 - Isso é barba??

Thom sabe escolhê-los



O vocalista dos Radiohead publicou no seu blog, Dead Air Space, a sua playlist para a tour da América do Sul. Nela aparecem coisas como o hip-hop de Jaylib (O falecido J.Dilla + Madlib) e Dabrye, a electrónica de Mr. Oizo e Matthew Dear, o dancehall apocalíptico de The Bug, a carnalidade de PJ Harvey, a soul de Nina Simone, e a psychadelia dos Beta Band. Há espaço para a música clássica também. Uma selecção de altíssima qualidade, portanto, e que está em linha com outras feitas por Yorke ao longo dos anos.

Muita gente podia aprender com esta banda da sua eleição que a música inspiradora e criativa está muito longe de se esgotar no indie-rock de guitarras.

Michael Jackson - As revelações prosseguem



O número de espectáculos na 02 Arena não para de aumentar. As últimas informações dão conta de 45(!!!) actuações de Michael Jackson na dita sala de espectáculos. Se já havia dúvidas sobre se ele seria capaz de dar 10 concertos, 45 então nem se fala. Entretanto, também já se sabe qual deve ser o alinhamento dos concertos:

1) Billie Jean
2) Wanna Be Startin' Something
3) Rock With You
4) The Way You Make Me Feel
5) Don't Stop Till You Get Enough
6) I Just Can't Stop Loving You
7) Human Nature
8) Smooth Criminal
9) Girlfriend
10) Man in the Mirror
11) Beat It
12) One Day in Your Life
13) Heal the World
14) You Are Not Alone
15) Remember The Times
16) Thriller

Basicamente, as primeiras 5 são obrigatórias, e a sequência 13-14 obriga a uma fuga rápida para salvar a sanidade mental, e o grau de sacarina no sangue.

Manchester United 2 Inter 0

1-0 Vidic 3'



2-0 Ronaldo 48'



Manchester United apurado para os quartos-de-final da Champions.

quarta-feira, 11 de março de 2009

PJ Harvey & John Parish


Primeiro avanço para "A Woman A Man Walked By", segundo álbum de colaboração entre Harvey e Parish. "Black Hearted Love" tem algo da sensualidade de "Stories From The City, Stories From The Sea", embora com um som mais contido, mais centrado na guitarra de Parish, que lhe fornece uma dose de sedução noir. Infelizmente, não poderei estar no concerto na Casa da Música. Espero que o disco compense.

O single pode ser ouvido aqui.

Mastodon

Os metaleiros épicos-pesadões-progressivos de maior destaque dos dias de hoje apresentam o primeiro avanço para o novo "Crack The Skye" com este "Divinations". De certo modo, é uma tentativa de resumir o Método Mastodon em pouco menos de 4 minutos. Não será perfeito para quem aprecia as reviravoltas e passagens abruptas de outras músicas, mas para o efeito é bastante competente. Vídeo abaixo:

Depeche Mode - 2 em 2



"Come Back" escapuliu-se para a internet, e é com prazer que o coloco neste blog. A música inscreve-se na tradição baladeira dos Depeche Mode, constituindo um ponto intermédio entre os ambientes clareira-à-noite de algumas músicas de "Music For The Masses" ("Sacred", talvez), e o maior peso que existia em "Ultra". Já em "Wrong" parecia haver reminiscências deste último álbum, tendência que só pode dar bons resultados.

A faixa pode ser ouvida aqui.

Fever Ray

Este é o projecto a solo de Karin Dreijer, metade dos suecos The Knife. Não se percebe muito bem que isto é a solo, visto que a voz e o instrumental são basicamente The Knife. Felizmente, isso é uma coisa boa. Será difícil à pop electrónica ficar tão maravilhosamente gélida como aqui. A voz cortante de Karin ajuda, e muito.

Em baixo, o vídeo de "When I Grow Up":


When I Grow Up from Fever Ray on Vimeo.

Próxima Wire - Obrigatório comprar



(agradecimentos ao André do Fórum Sons pela foto)

Uma das minhas bandas preferidas na capa, os SunnO))), e uma peça sobre os Magma, que apesar de não ter nenhum álbum deles, adoro tudo quanto ouvi da sua carreira. Será uma leitura indispensável.

Zu "Carboniferous"


Com a data de edição no digipack a dizer 2008, este disco é das melhores coisas de 2009 até agora. Os Zu são um trio italiano, formado por baixo, saxofone e bateria, e "Carboniferous" é o seu primeiro disco na famosa editora Ipecac, de Mike Patton. O seu som som é constituído por um baixo pesadão, que parece estar sempre em esforço, uma bateria que alterna a marcação de ritmo com sprints desejosos de atravessar vidros grossos, e um saxofone que irrompe pelas melodias em tons distorcidos e furiosos. Somos tentados a lembrar-nos do turbilhão noise dos Lightning Bolt, dos passos pesados, arrastados e sub-metaleiros com viola (é assim que se diz?) dos Noxagt, da sujidade e peso dos Melvins, ou até da fúria dos Borbetomagus.

Em baixo podem ouvir "Soulympics", com vocalizações de Mike Patton:

terça-feira, 10 de março de 2009

Liberdade condicional para atrasado mental



(não, não ponho a foto dele aqui)

O norueguês neo-nazi que matou o colega de banda Euronymous nos Mayhem vai receber liberdade condicional ao fim de 16 anos na cadeia. Varg Vikernes afirma-se muito feliz por poder estar com a mãe, mulher e 2 filhos, viver numa quinta, e diz que já há muito tempo que não tem contacto com as organizações de extrema-direita.

Já que tem que ser liberto, espero que ao menos fique longe de qualquer media, e deixe-se tar sossegadinho em casa a ler aquele tipo de literatura que conta "a verdade" sobre a conspiração esquerdista/judaica/capitalista/americana que domina o mundo.

Mais pontos para o metal



Os Machine Head foram hoje anunciados como fazendo parte do alinhamento metaleiro do primeiro dia do palco principal do Festival Alive. A julgar pela popularidade astronómica dos cabeças-de-cartaz Metallica, grande de Slipknot e Machine Head, e em contínua ascensão dos Mastodon e Lamb Of God, a enchente irá ser assustadora! Como espero lá estar, mas ainda não sei os horários dos dois palcos, fica por determinar que concertos me passarão pelos olhos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Os 38 do Professor


Estes são os pré-convocados de Carlos Queiroz para o encontro de apuramento para o Mundial com a Suécia, e particular com a África do Sul. Fica por explicar porquê 6 guarda-redes, porquê alguns desses guarda-redes, e porque uma série de outras escolhas. Se me disserem que é porque não há ninguém melhor, deem-me licença que vou ali carpir as mágoas.

Deco, Quaresma, Hilário, Bosingwa e Ricardo Carvalho (Chelsea)
Bruno Alves, Raul Meireles e Rolando (FC Porto)
Hélder Postiga, João Moutinho e Rui Patrício (Sporting)
Simão e Maniche (Atlético de Madrid)
Ruben Amorim e Nuno Gomes (Benfica)
Nelson e Ricardo (Betis)
Orlando Sá e Eduardo (Sp. Braga)
Eliseu e Duda (Málaga)
Nani e Cristiano Ronaldo (Manchester United)
Manuel Fernandes e Miguel (Valencia)
Edinho (AEK)
Varela (Estrela da Amadora)
José Gonçalves (Nuremberga)
Danny (Zenit)
Fernando Meira (Galatasaray)
Tiago (Juventus)
Beto (Leixões)
Pedro Mendes (Rangers)
Pepe (Real Madrid)
Gonçalo Brandão (Siena)
Hugo Almeida (Werder Bremen)
Daniel Fernandes (Bochum)
André Marques (Vitória de Setúbal)

Beirut "March Of The Zapotec" / "Real People Holland"



Um lançamento que aparentemente deve ser encarado como uma diversão para Zach Condon enquanto não chega o terceiro disco, sucessor de "The Flying Club Cup", e uma colectânea de antigas experiências na área do electro-pop. Pouco estimulante, quer na primeira parte de simples "jam" com músicos mexicanos, quer na segunda parte de batidas Magnetic Fields anémicas. Fica o desejo que Condon reencontre a sua inspiração no seu próximo álbum a sério.

Festejar, ou não, a vinda de uma lenda



Foi anunciado hoje que a lenda viva do dub, Lee "Scratch" Perry, fará parte do cartaz do Festival Músicas do Mundo em Sines, actuando no dia 25 de Julho no Castelo da cidade.

Os melómanos mais atentos saberão da incomensurável importância que "Scratch" teve na implantação do reggae/dub, através da produção de centenas de músicas para si e para outras luminárias do movimento. As inovações por ele trazidas graças ao seu trabalho no estúdio Black Ark influenciaram gente das mais diversas proveniências. A caixa "Arkology" é um óptimo lugar para explorar esse currículo.

Ou seja, prevê-se um concerto inesquecível, certo? Bom...talvez. Hoje em dia, a presença de "Scratch" em palco assemelha-se mais a um debitar incessante de palavras de voz rouca e sotaque cerrado, sem grande fio condutor. Os clássicos ou os pormenores de produção não parecem ter tanta importância. Estamos mais perante o discurso cru de uma figura única e histórica. Trará algo mais especial para receber o fogo de artifício do castelo? Assim espero, para bem dos amigos que já manifestaram o seu contentamento. Como eu provavelmente não irei este ano, fica o desejo que tudo lhes corra bem.