sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Música nova - Raekwon, Inspectah Deck, Ghostface Killah & Method Man



Começa com os sons habituais de luta, e contém um refrão propulsivo que diz "Soldiers in the front / Let the heat pump". "New Wu" já tinha sido excelente. "House Of Flying Daggers" sobe ainda mais a fasquia para "Only Built For Cuban Linx 2". Isto, mais uma vez, é Wu em modo que vale ouro. É violento e perfeito no beat formato pistão criado pelo falecido J Dilla, que parece ter feito a melodia de "The Thing" de John Carpenter passar para o outro lado do espelho maquinal. Todos os MCs são soberbos, desde a caminhada dominante sobre a batida de Inspectah Deck às punhaladas de Method Man, passando pela destreza arrebenta-sílabas assombrosa de Raekwon e Ghostface Killah. Quando quatro Wus se unem com esta massa, nada se lhes compara. Outro single formidável.

Para ouvir - "House Of Flying Daggers"

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Frases - La Roux



"It's strange to me that some bands' first albums are recorded with 10 different artists. You end up thinking 'Well, what have you actually done here?'"

Frases - Bob Dylan



"Those 50s or 60s records were definitely important. That might have been the last great age of real music. Since then or maybe the 70s it's all been people playing computers"

Música nova - Joker (2)

Joker continua a prometer muito para um possível disco (com esta malta do dubstep nunca se sabe), oferecendo o que se pode considerar um concentrado de músicas feitas com sintetizadores para ser descoberto no ano 2818 algures numa colónia em Plutão. Planetas com maiores temperaturas talvez não resultem tão perfeitos. Tudo começa com um repique subaquático, seguindo-se a gradual ascensão à superfície. Enquanto isto, um sintetizador persegue a sua própria cauda. Encontramos os Kraftwerk de "Radioactivity" transplantados para um local ainda mais inóspito, e a partir daí a cold wave é o próximo passo lógico. E tudo vai acontecendo sob pancadas secas e marciais. Depois é só repetir. Joker tem criado exemplos fantásticos de como extraír mistério e nervo das suas máquinas. Esperemos que possamos ouvir uma colecção dos seus trabalhos agrupada muito em breve.

Para ouvir - "Digidesign"

Música nova - Mind Da Gap

Os veteranos do hiphop portuense estão aqui mais contestatários do que nunca, aproveitando o momento de crise mundial para expressarem todo o seu descontentamento com essa entidade a que nos habituámos a chamar "O estado das coisas". Fazem-no sobrepondo um som sintético de despondência gelada a um break funky mais clássica. Quanto a Ace e Presto, estão ambos em muito boa forma, rimando de maneira rápida e agressiva nos versos, simples mas eficazes. O refrão é constituído por uma voz robótica, que resume o modo de encarar a situação. Um regresso que se saúda, de um grupo que sempre soube manter a fasquia elevada.

Para ouvir - "Abre Os Olhos"

ABRE OS OLHOS

The Gossip "Music For Men"



O terceiro álbum dos The Gossip é um caso paradigmático de ambição a mais, embora num contexto sempre conciso e pop. Tudo começa com as duas melhores músicas do disco, "Dimestore Diamond" e o single "Heavy Cross", de que já falei aqui, repositórios excelentes de soul, funk e pop, liderados pela fabulosa voz de Beth Ditto. Só que os Gossip não quiseram ficar por aqui, e declararam a new wave, o disco, e até a synth-pop como terrenos a explorar. Se nada há de errado em ser ambicioso e explorar diversos géneros num só disco, também não se pode ignorar que os Gossip são bem melhores nuns que noutros. E, sendo assim, se é um facto que o disco tem 5-6 óptimas músicas, também tem outras que não atingem o mesmo patamar, sobretudo numa banda que vive e morre nos refrões. Mesmo assim, deverão continuar a dar óptimos concertos.

Para ouvir - "Dimestore Diamond"

Música nova - Crystal Antlers



Quem clickar no link que está mais abaixo só encontrará uma coisa - adrenalina. A faixa-título de "Tentacles" é violência groovy da mais pura que pode haver, com todos os riffs primitivos e cativantes, secção rítmica que parece ir desabar a qualquer momento, e o indispensável orgão fervilhante que todos sabem ser indispensáveis. A fórmula empregue pelo sexteto também é simples. A voz arranha os ouvidos (isso é bom) por alguns segundos, a guitarra interrompe com o riff principal, depois recomeça-se. Se a casa ficar de pé no fim, alguma coisa não saiu como devia. Aqui saiu!

Para ouvir - "Tentacles"

Major Lazer "Guns Don't Kill People...Lazers Do"



Como avaliar um disco de dancehall, quando não se tem discos de dancehall na prateleira ou nos caixotes? Comprei um de Vybz Kartel nos saldos da FNAC, mas não é bem a mesma coisa. Sendo assim, diga-se o que ouço: Padrões rítmicos minimalistas e completamente esqueléticos, vozes entre a fúria, o sussurro, o apelo à dança, e a carga sexual extrema, ambiente de festa em local apertado com hormonas aos pulos. E isto só a dita parte dancehall. É que este disco também tem ragga (irmão ainda mais radical), reggae (algum lovers rock), r&b, pop. Isto fará dos mentores do projecto, os famosos DJs Diplo e Switch, ainda mais turistas culturais do que aquilo que já tinham fama de ser. Mas a verdade é que o disco é irresistível, e só por muita vontade de ser cínico é que se pode negar o impacto que estes ritmos e estes vocalistas trazem. Preste-se atenção ao que tem realmente importância!

Para ouvir - "When You Hear The Bassline"

MANCHESTER UNITED 2 VALENCIA 0

1-0 Rooney 52'



2-0 Cleverley 72'



Duas assistências de Valencia derrotaram o Valencia. O próximo jogo é a sério com o Chelsea, para o Community Shield.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dirty Projectors "Bitte Orca"



Um exercício especulativo. E se, em vez da chacina perpetrada, os Residents convidassem duas meninas para cantar com eles, e resolvessem escrever verdadeiras cartas de amor aos géneros que trituram? Talvez o resultado não estivesse muito longe daquilo que acontece no terceiro disco dos Dirty Projectors. Dave Longstreth tem formação clássica, mas prefere cantar um cruzamento de pop, highlife, r&b, rock, doo-wop, indie-pop, etc, de olhos trocados. A sua guitarra, essa, não só passa descontraidamente por todos estes géneros, como fá-lo com a naturalidade de quem apenas quer fazer grandes canções extraídas de todo o maralhal de música que ama. E diga-se que Amber Coffman e Angel Deradoorian têm um talento que complementa perfeitamente o de Longstreth. Colecção irrepreensível de canções, "Bitte Orca" fica para a história como um clássico de 2009.

Para ver - "Stillness Is The Move"

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mono "Hymn To The Immortal Wind"



Este disco dos japoneses Mono é um perfeito tratado à eficiência que tantas vezes se atribui aos artigos vindos da sua terra. Não há aqui desperdício de notas, no sentido em que os picos de adrenalina e emoção vividos nos discos de uns Explosions In The Sky, por exemplo, chegam a nós logo à partida. Quer sejam tocados mais alto ou mais baixo, estas são melodias de guitarras feitas para ilustrar cenas de alto teor dramático, num filme dramático, com uma paisagem e clima dramáticos. Para bem dos nossos pecados, nunca chega a cair no mau gosto, e o lado energético consegue impedir o lado lamechas de se tornar insuportável. Porque, afinal, quando estamos no meio de um filme, podemos sempre partir o cenário, olhar para a câmara, e fazer um sorriso suado malandro para o público.


Para ouvir - "Ashes In The Snow"

domingo, 2 de agosto de 2009

Música nova - Delorean



Não me odeiem por encontrar as mesmas comparações que são feitas por Scott Plagenhoef no link que ponho em baixo. A verdade é que é mesmo em El Guincho e nos Cut Copy que penso quando ouço esta primeira amostra desta banda de Barcelona. Por um lado temos a repetição a convidar ao abandono hipnótico à dança, que criou em muitos a paixão por "Alegranza" do primeiro. Por outro, a synth-pop melancólica marca presença nítida por aqui, com sintetizadores e vozes que não destoariam em "In Ghost Colours". Também li o Nuno Dias no Fórum Sons compará-los aos Rapture, o que não está nada mal visto, se atentarmos às vozes que aparecem no fim das músicas. Tudo somado temos uma música que é um belo equivalente musical de uma mangueirada na tola em dia de grande calor.

Para ouvir - "Seasun"

Música nova - Yo La Tengo



O novo avanço para "Popular Songs", disco que já se pode encontrar pela internet, mas que questões de espaço e tempo me impedem de ter ouvido até agora, apresenta o veterano trio a incorporar uma considerável quantidade de luxo na sua música. Isto porque, ao ouvirmos os arranjos de cordas usados em "Here To Fall", é difícil não pensar na opulenta soul de Curtis Mayfield. E a verdade é que resultam muito bem conjugados com a voz melíflua de Ira Kaplan, e com a restante instrumentação, onde se destaca um piano que, graças à parcimónia nas notas, adquire características de onirismo. Tudo isto são sinais de que os Yo La Tengo aparentam querer continuar no bom caminho, aquele que lhes garante a incapacidade de fazer um disco mau. Falta só ouvir o resto das músicas para o confirmar.

Para ouvir - "Here To Fall"

Música nova - Fuck Buttons



Os que se apaixonaram por "Street Horrsing" correm um grande risco de ver as suas expectativas para o próximo "Tarot Sport" (20 de Outubro) subirem a níveis estratosféricos com a audição destes 3:42 minutos. Isto porque, permitam-me o mau jogo de palavras, "Surf Solar" é ela própria estratosférica. Não estamos apenas nos territórios do noise e do drone neste caso. O techno, o krautrock, todas as formas de música a que se juntou o sufixo "cósmico", os Chemical Brothers em trips ainda mais ácidas do que aquelas a que nos acostumaram nos seus concertos cheios de projecções e lazers, as aventuras de distorção e beleza que os Mercury Rev fizeram com eles em "The Private Psychedelic Reel", ou nos seus próprios discos de "Yerself Is Steam" a "Deserter's Songs" e "All Is Dream". O que será viver mais de 10 minutos disto? O que terão preparados para os que vierem a Lisboa a 1 de Outubro (Porto 31 de Setembro)? É difícil esperar para saber!

Para ouvir - "Surf Solar" (inc)

sábado, 1 de agosto de 2009

BAYERN 0 MANCHESTER UNITED 0 (7-6 PEN)

Depois de um jogo repartido, falhanços de Evra e Evans dão a vitória na Audi Cup ao Bayern.