segunda-feira, 21 de setembro de 2009

MANCHESTER UNITED 4 MANCHESTER CITY 3

1-0 Rooney 1'



1-1 Barry 15'



2-1 Fletcher 48'



2-2 Bellamy 51'



3-2 Fletcher 80'



3-3 Bellamy 90'



4-3 Owen 95'



Derby de loucos resolvido em cima da hora por um United com estrelinha de campeão.

Polvo "In Prism"



Se é verdade que poucas bandas que tenham marcado o rock americano de origens menos mainstream nos anos 80/90 voltaram a criar música (por enquanto, os Pixies e os Jesus Lizard apenas fazem tournés), não é menos verdade que a qualidade que tem saído dos discos dos reformados Dinosaur Jr é superior ao que toda a gente esperaria.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Master Musicians Of Bukkake "Totem One"



Há duas formas alternativas de encarar a música feita por este colectivo de nome pornográfico (não, não vou dizer). Ou se pensa neles como uma banda que tem pouco a fingir que tem muito a fingir que faz pouco, ou como uma banda que tem muito a fingir que tem pouco a fingir que faz muito. Qualquer que seja a opção escolhida, ao menos não ficam dúvidas, no final da audição, que este grupo de músicos ligados aos Secret Chiefs 3, Sun City Girls, etc, é capaz de impôr ao ouvinte um ambiente inescapável de cerimónia pagã, e tudo isso no bom sentido.

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Música nova - Rain Machine (2)



Kyp Malone nunca terá sido tão explicitamente sociopolítico como nesta música. Discos como "Return To Cookie Mountain" e "Dear Science", com os seus TV On The Radio, embrulhavam as suas mensagens em letras mais encriptadas, embora não perdessem impacto com tal método. "Smiling Black Faces" é que, com as referências à vítima de incúria policial Sean Bell, prefere a mensagem directa para atingir os seus objectivos, e não se coíbe de ir buscar inspiração à soul e ao gospel que também fazem parte do repertório dos TVOTR. Kyp exibe uma voz magnífica, como é costume, que aqui vem acompanhada de uma guitarra em constante dedilhar, a qual compõe uma textura de intermediação entre a contenção e a explosão. Um sábio caminhar na corda bamba, que permite o focar da emoção na voz. E Malone é muito bom nessas coisas de emoções.

Para ouvir - "Smiling Black Faces"

BESIKTAS 0 MANCHESTER UNITED 1

0-1 Scholes 76'



Um United lutador e persistente continua na senda das vitórias, começando bem a Champions 2009/2010.

Frases - Ian Cohen

Crítica a disco de Tanya Morgan:

"This indie hip-hop group has been lauded as a flamekeeper for a certain time in the early 1990s when the Native Tongues held down New York with a sound that was less overtly Afrocentric but more commercially successful. But didn't Q-Tip appear on a Mobb Deep track? Didn't Phife Dawg threaten to ejaculate on someone in at least two of Tribe's most beloved singles? Wasn't De La Soul Is Dead a pitch-black rejection of the hip-hop hippie aesthetic foisted upon them by rock fans and critics? Couldn't Busta Rhymes and Redman, even at their most rah-rah, come and go as they please? Well, you all know that's true, but Brooklynati instead coasts by on a revisionist historical perspective where Tribe, De La et. al were at the forefront fighting gangsta rap not with innovation or originality, but with common decency."

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oneida "Rated O"



Ambição desmedida, sim. Sem qualquer dúvida. Quem é que lança álbuns triplos em 2009? São cerca de 120 minutos de música que os Oneida oferecem ao público do fim dos 00s, e dentro dela têm muito rock (inclusivé com o prefixo pós), psicadelismo, acidez, crescendos, descendos, e até dub e electrónica distorcida. Com músicas que vão dos 2.5 minutos aos 20, tudo aqui conquista a atenção do ouvinte através de riffs, ruídos e ritmos (RRR) que furam ossos e põem-nos às voltas numa picadora. O tempo aqui passa num instante, enquanto cavalgamos com os Oneida, e não queremos largar até que nos mostrem o destino, ou de preferência as paisagens que percorrem até lá chegar. Isto é rock que não tem medo de olhar para cima, para baixo, para os lados e, mais importante que tudo, em frente.

Para ouvir - "Ghost In The Room"

TOTTENHAM 1 MANCHESTER UNITED 3

1-0 Defoe 50"



1-1 Giggs 24'



1-2 Anderson 40'



1-3 Rooney 77'



Mesmo reduzido a dez, o United fez uma exibição fantástica, vencendo um adversário que até agora só tinha ganho.

Primer da Wire - Kosmische Music

- Technical Space Composer's Crew "Canaxis 5"

- Limbus 3 "New Atlantis: Cosmic Music Experience"

- Witthauser & Westrup "Trips & Traume"

- Zweistein "Trip - Flip Out - Meditation"

- Ash Ra Tempel "Ash Ra Tempel" / "Schwingungen" / "Join Inn"

- Popol Vuh "In Der Garten Pharaohs" / "Hosianna Mantra" / "Nicht Hoch Im Himmel"

- Gila "Bury My Heart At Wounded Knee"

- AR & Machine "Echo"

- Tangerine Dream "Zeit" / "Atem"

- Emtidi "Saat"

- Klaus Schulze "Cyborg" / "Breakdance"

- Timothy Leary & Ash Ra Tempel "Seven Up"

- Walter Wegmuller "Tarot"

- Sergius Golowin "Lord Krishna Von Goloka"

- The Cosmic Jokers "The Cosmic Jokers"

- Siloah "Siloah"

- Dom "Edge Of Time"

- Yatha Sidra "A Meditation Mass"

- Kalacakra "Crawling To Lhasa"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nate Young "Regression"



Mesmo sendo este o primeiro disco a solo dele que ouço, não seria expectável que Nate Young criasse um tipo de som que se viesse a afastar consideravelmente daquele criado pelo seu grupo a full-time, os Wolf Eyes. O grupo de Ann Arbor, Michigan tem uma marca autoral demasiado vincada para que se consiga imaginar discos new age saídos dos dedos dos seus membros(...)

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Discos da minha vida - Michael "Neu/Harmonia" Rother

O primeiro disco que comprei - The Pretty Things "Get The Picture?"

O disco que nunca falha em excitar-me - Little Richard "Good Golly Miss Molly"

O disco que me fez gostar de guitarras - Jorgen Ingmann "Apache"

O disco que me leva atrás no tempo - Cluster "Cluster II"

O disco que me acalma os nervos - Salamat & Nazakat Ali "Salamat & Nazakat Ali"

O disco que fundiu as minhas ligações musicais - Frederic Chopin "Etude In E Major: Op.10 No.3 'Tristesse'"

O disco que me recorda o que abandonei - Cream "I Feel Free"

O disco cuja produção admiro - The Beatles "White Album"

O disco que me convenceu a ser eu próprio - Jimi Hendrix "Are You Experienced?"

O disco que prova que os alemães têm ritmo - Can "Monster Movie"

Tyondai Braxton "Central Markets"



A primeira música que descobri deste "Central Markets" tinha sido muito do meu agrado. Infelizmente, em 5 outras, só uma a consegue suplantar, e chegar ao patamar de muito boa. O disco a solo do líder dos Battles, por mais interessante que seja a sua mistura das guitarras agudas e pouco ortodoxas, com sons de diversas proveniências (clarinetes, kazoos, etc), e influências de easy-listening, música de desenhos animados, filmes de aventura, etc, é-o mais na teoria do que na prática. Na maioria dos casos falta claramente dinâmica, progressões e voltas que prendam a atenção ao nível da excitação energética causada pela música dos Battles. Recomenda-se a Braxton que esqueça por momentos as paisagens, e imagine-se permanentemente num Indiana Jones alternativo.

Para ouvir - "Platinum Rows"

Lightning Bolt "Earth Delights"



Quando se fala dos Lightning Bolt, tem que se assumir que o som não sairá muito do esperado. Ou seja, o baixo vai soar como uma guitarra furiosa e distorcida, e a bateria será tão violenta como uma agulha que entra e sai constantemente do olho de uma pessoa. A questão seria se "Earth Delights" iria desiludir, e posso dizer que não o faz. Nesta fase do campeonato, nota-se um ritmo mais de pistão na música dos Brians Chase e Chippendale. O stoner-rock e o krautrock parecem ter sido influências na altura de criar este disco, com as músicas a possuirem grandes possibilidades de causarem desvios na coluna, tal é a energia cinética que impõem em quem as ouve. É caso para dizer que, se os Lightning Bolt já eram uma locomotiva, agora nem precisam de túnel para atravessar montanhas.

Para ver - "Colossus"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Música nova - Califone



Nem só de instrumentação escanifobética vive o homem, neste caso Tim Rutilli. 3 anos após o excelente "Roots And Crowns", os seus Califone preparam-se para editar (...), lançando esta "Funeral Singers" como aperitivo. Uma amiga diz-me que a voz dele faz lembrar o Kurt Cobain. Se lhe juntassem um toque mais country, até concordaria. Os arranjos, esses, são bastante simples, com a acústica a marcar o ritmo, uma bela melodia vocal de folk suja, ao bom estilo da banda, e uma guitarra eléctrica que se coloca a jeito para aplicar alguma tensão na música. Deliciosamente arcaica, como é costume na banda, demonstra que existem canções na cabeça dos seus músicos.

Para ouvir - "Funeral Singers"

Músicas incompreendidas - 6

Chumbawumba "Tupthumping"

E eis que de repente eles tiveram um êxito. E ainda hoje lhes deve fazer dinheiro, ao ser tocado nos pavilhões desportivos americanos. Como diz "I get knocked down / But I get up again / You're never gonna keep me down", e fala em "He takes a whisky drink / He takes a vodka drink", é muito boa para a paródia. Mesmo que seja de gente bem na vida, que só quer emborcar uns copos e engatar umas miúdas. Quem eram estes tipos? São uns radicais de esquerda que já lançaram um disco chamado "Pictures Of Starving Children Sell Records", e que fizeram uma música sobre a resiliência da classe trabalhadora, ora essa. E que desde terem conseguido "infiltrar" o mainstream com esta música, e de despejarem um balde de água sobre um ministro, conseguiram...bem...